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EXERCÍCIO BRILLIANT ARROW

Texto: Paulo Mata
Artigo publicado no jornal Take-Off de agosto de 2013

Mirage 2000D francês com a torre de controlo de Ørland em fundo

O dia 24  de Agosto de 2013 começou cedo na Base Aérea nº5 em Monte Real. Chegámos às 5 da manhã e já na placa de estacionamento Bravo 1 se começam a juntar os elementos destacados para o exercício Brilliant Arrow na Noruega, com vista a seguir no C-130H Hercules parado em frente ao hangar. Já no dia anterior tinham seguido para Ørland os cinco F-16AM da Cruz de Cristo a empregar no exercício e dois dias antes, noutro C-130 da Esquadra 501 foram transportados os primeiros equipamentos e pessoal, maioritariamente relacionados com a logística, de modo a preparar a chegada e operação dos meios seguintes.
À nossa frente, uma viagem de cerca de seis horas, que nos havia de levar até ao palco de um dos mais importantes exercícios da NATO da actualidade.

As bandeiras dos países NATO à entrada da base aérea de Ørland. Podem ainda distinguir-se F-84, F-5 e F-86 em pedestais, para além de uma "bateria" de mísseis terra-ar Hawk

As forças de reacção rápida da NATO foram criadas em 2003 e integram cerca de 25.000 homens dos três ramos das Forças Armadas. Foram criadas de modo a adaptar a NATO às novas realidades, capazes de fazer face a cenários de guerra, catástrofes naturais, terrorismo ou evacuações, em que se exige maior agilidade, de uma força de menor escala, em detrimento das forças massivas herdadas dos tempos da Guerra Fria, preparadas para a chamada “guerra clássica”. A NRF tem por objectivo intervir numa perspectiva de “primeira a entrar e primeira a sair”, sendo por isso essencial a prontidão e a flexibilidade de actuação, que lhe devem permitir operar em qualquer parte do globo em menos de 10 dias, mantendo-se até 30 dias sem reabastecimentos, período após o qual se admite ser reabastecida ou substituída por outras forças entretanto reunidas.
A Força de Resposta da NATO (NRF) é uma força formada por meios atribuídos por vários dos países integrantes da Aliança Atlântica, que está permanentemente em estado de prontidão, de modo a ser destacada quando e para onde seja necessária. Do ponto de vista aéreo, Portugal disponibilizou seis F-16 das Esquadras 201 e 301 para estarem às ordens do Comando Aéreo Aliado centralizado em Ramstein, Alemanha, dentro desta perspectiva.

O F-16AM n/c15106 em frente a um dos abrigos de Ørland
Partindo de diferentes países, e portanto com diferentes organizações e modos de operação, estas forças têm que saber operar em conjunto, em ambientes exigentes, fora das suas bases de origem e num curto espaço de tempo. Para tal, os procedimentos estão devidamente definidos pela NATO, mas para testar que assim acontece de facto no terreno, vários exercícios são ciclicamente levados a cabo. O Brilliant Arrow é assim o exercício de 2013 direccionado aos meios aéreos atribuídos à NRF, que servirá simultaneamente para avaliar o estado de prontidão desses mesmos meios, bem como a sua capacidade para agirem integradamente.
Essa avaliação começa logo na logística envolvida em fazer operar as aeronaves de combate numa base distante, portanto na capacidade organizativa, e na capacidade de transporte, assegurado maioritariamente pelos C-130 e C-160 dos vários países. 

O contingente nacional à partida da BA5 com os primeiros alvores da aurora
O cockpit do C-130 dos Bisontes que projetou as forças nacionais até à Noruega

As longas horas de viagem a bordo da cabine do C-130 da Esquadra 501

Depois, aeronaves das forças aéreas da Noruega, Turquia, Grécia, Polónia, Alemanha, França, Reino Unido e Portugal, têm que desempenhar todas as funções de combate previstas para a NRF. Os F-16, Mirage 2000, Tornado, E-3 Sentry, Falcon DA20 e Bell 412 deverão então formar uma única e sólida força. Itália e Países Baixos, apesar de participarem no exercício, não destacaram meios aéreos.
No total, cerca de 50 aeronaves e 800 militares estiveram envolvidos, no exercício Brilliant Arrow. O treino em exercícios de grande envergadura como é o caso, tem-se tornado cada vez mais raro e por isso valioso, como nos comenta o Cor. Frank Gerards, director do exercício: “devido às restrições orçamentais em quase todos os países da NATO, é cada vez mais difícil realizar exercícios de grandes dimensões a nível nacional, pelo que o Brilliant Arrow é uma oportunidade valiosa para que múltiplas nações o possam fazer”. Acerca do porquê da escolha da Noruega para a realização do Brilliant Arrow, o Cor. Frank Gerards respondeu ser (Ørland) “uma boa Base, optimizada para grandes exercícios, não apenas ao nível das infra-estruturas que oferece, mas também de espaço aéreo livre, que nos permite treinar quase sem restrições”. Uma vez que em Portugal existem também muitas dessas condições, perguntámos acerca da possibilidade da realização deste exercício em território lusitano em futuras ocasiões, ao que o director do Brilliant Arrow respondeu: “Portugal  já organizou outros grandes exercícios anteriormente,  pelo que (havendo interesse do país) a oferta deverá ser  apresentada pelos canais adequados, disponibilizando as facilidades necessárias para tal”.
 
Derivas de F-16C polaco e gregos
Tornado alemão

E-3 Sentry da NATO
Bell 414 norueguês
Já o Maj. João Rosa, Chefe do Destacamento nacional, realçou o facto de excepcionalmente durante 2014, as forças atribuídas à NRF (incluindo as portuguesas) estarem de prontidão a 10 e não a 30 dias, como normalmente sucede, e também durante um ano, quando o normal são apenas 6 meses, o que vai significar um esforço significativo por parte de todos envolvidos, para cumprir com os níveis de prontidão. Terminando a reportagem, o Maj. João Rosa fez questão de terminar a conversa realçando o empenhamento dos homens e mulheres, que servindo numa pequena Força Aérea como é a portuguesa, mantêm níveis de exigência e prontidão compatíveis com os elevados standards da NATO. “O sentimento patriótico e de dever cumprido que as motiva, é a única coisa que permite manter a prontidão em ambientes tecnologicamente muito avançados e exigentes do ponto de vista físico e mental” concluiu.  

O Maj João Rosa Comandante da Esq.201 e Chefe do Destacamento português em Ørland

Dos dos cinco F-16AM portugueses destacados
Até ao fim do ano, mais exercícios serão levados a cabo, nomeadamente por parte da Marinhas e Exércitos, culminando no grande exercício conjunto Steadfast Jazz 2013, envolvendo os três ramos das Forças Armadas atribuídos às Forças de Respostas da NATO, a realizar em Novembro na Polónia e repúblicas bálticas.
Estes exercícios, além de proporcionarem o treino que permite garantir a coesão de uma força de resposta rápida multinacional, transmitem ao mesmo tempo uma imagem de prontidão, que funciona como elemento dissuasor a possíveis ameaças do exterior da NATO.

Um dos F-16AM portugueses à descolagem em Ørland
Um F-16AM norueguês


MANTENDO O F-16 UM CAÇA DE ÚLTIMA GERAÇÃO

Texto: António Luís
Artigo publicado na revista Mais Alto nº393 de Set/Out 2011

F-16BM da Força Aérea Portuguesa s/n 15138 foi um dos protótipos das Tapes M5 e M6

EOA - Early Operational Assessment

F-16 MLU TAPE 6.1 – Base Aérea 5 - Monte Real

Introdução

Poucos aviões na história da aviação militar a jacto têm um percurso tão notável como o F-16.
Na verdade, 35 anos depois de ter realizado o primeiro voo, o pequeno Viper continua a ser um dos caças mais utilizados pelas forças aéreas de diversos países e prevê-se que possa chegar ao ano 2020 ainda no activo, completando então mais de quatro décadas de vida operacional.
O avião de hoje pode dizer-se que já pouco tem a ver com o de há 35 anos, prova inequívoca da qualidade e do potencial de desenvolvimento da plataforma inicial.
A plataforma F-16 está, por isso, em permanente actualização, respondendo aos desafios constantes da tecnologia e da “guerra moderna”, onde por exemplo a selecção e eliminação cirúrgica de alvos é fundamental com vista à minimização dos danos colaterais. De igual modo que a protecção das tripulações é uma preocupação de primeira ordem.
Durante duas semanas, de 26 de Abril a 13 de Maio de 2011, na Base Aérea de Monte Real, em Portugal, nove aviões F-16AM/BM das EPAF - European Participating Air Forces que operam o F-16 MLU, efectuaram o Early Operational Assessment  (EOA)  da Tape M6.1, para este sistema de armas. Mais uma etapa na modernização do sistema de armas Lockheed Martin F-16 Fighting Falcon, mantendo-o na vanguarda da aviação de caça/combate mundial.

O "Viagra Boom" um F-16BM holandês com tubo de pitot alongado para recolha de dados

O que são as Tapes e qual a sua importância na permanente actualização do F-16

As denominadas Tapes ou Operational Flight Program (OFP), podem ser considerados os sistemas operativos das aeronaves. Tal como nos vulgares PCs, são sujeitos a melhoramentos e actualizações periódicas, que permitem à aeronave em que estão instalados novas capacidades, seja a nível do seu funcionamento (software) seja dos equipamentos que pode operar (hardware).
A sua importância é por isso óbvia, proporcionando uma actualização permanente de acordo com os avanços tecnológicos que vão ocorrendo, até se esgotar totalmente o potencial da plataforma base, neste caso o F-16. 
Num espírito de cooperação entre todas as nações envolvidas, cada EPAF tem pelo menos um piloto atribuído ao programa de desenvolvimento das tapes (na base de Edwards, nos EUA), bem como um engenheiro aeronáutico (base de Hill), e representantes em Whright-Patterson no grupo de trabalho do Multi National Fighter Program (MNFP) que formam o Systems Group (SG) e servem de interlocutores e defensores dos interesses de cada FA participante.
Com base nas necessidades e experiências de cada FA participante, é criada uma lista de melhorias/novas capacidades a implementar, segundo uma ordem de prioridades acordada entre as mesmas FAs. Esta lista é entregue à Lockheed Martin que se pronuncia sobre a sua viabilidade e orçamento. Após esta fase, as EPAF, em coordenação com a USAF, redefinem a lista final de modificações a realizar, bem como as respectivas prioridades.
Sequencialmente, a Lockheed Martin desenvolve os sistemas ou programas necessários para atingir os objectivos propostos, emitindo várias versões da OFP, denominadas Incremental Flight Test Release (IFTR), num processo de desenvolvimento e teste conhecido como “try fix try”, onde cada nova OFP de teste pretende ser melhor que a anterior, até uma versão final que idealmente representará uma OFP sem erros e/ou limitações!
Os primeiros voos com esta Tape foram efectuados por pilotos de teste das EPAF, em aviões de teste, um Norueguês e noutro Norte-Americano estacionados em Edwards AFB, na 416FTS, para este propósito. Esses testes que se podem designar de preliminares, destinam-se a garantir que as capacidades das versões anteriores se mantêm intactas, bem como determinar o novo envelope de voo da aeronave, no uso de novos armamentos e novas capacidades.
Após esta primeira fase, o processo de desenvolvimento (DT&E – Development, Test & Evaluation) das OFP compreende  ainda dois exercícios/fases, o EOA e o OT&E.

Um dos protótipos belgas presentes em Monte Real
Patch do programa M6.1

O que é o EOA?

O EOA que decorreu em Monte Real, englobou aeronaves, pilotos e técnicos da Bélgica, Holanda, Noruega e Portugal (a Dinamarca por questões internas efectuou o seu EOA à parte) visando efectuar os primeiros testes em ambiente operacional da Tape M6.
O exercício consta, por isso, de missões operacionais representativas do ambiente operacional, mas ainda com uma componente de testes bastante vincada. Ao longo de duas semanas, foram efectuadas missões representativas da operação do F-16 (missões Ar/Ar, Ar/Solo e largada de armamento de treino) bem como  formação académica.
Para o efeito, cada FA participante forneceu pelo menos dois protótipos, nos quais foram testados os sistemas implementados com as correcções decorrentes da fase anterior em Edwards. Algumas destas aeronaves foram adicionalmente instrumentadas, de modo a registar o máximo possível de dados durante as missões, para análise pós-voo.
As missões, numa primeira fase, foram totalmente dedicadas ao teste dos novos sistemas e/ou valências introduzidas, sendo que apenas findo esse período foram executadas missões com vista à avaliação operacional das modificações introduzidas. Esta avaliação foi efectuada por pilotos operacionais, que puderam desse modo “certificar” essas novas valências e dar o seu contributo para estabelecer as pontes entre as novas capacidades e o seu emprego operacional efectivo. Em termos programáticos, o EOA (e posteriormente a OT&E) constituem as últimas oportunidades para introduzir correcções e alterações à futura OFP. Pela representatividade destes elementos (os pilotos operacionais são o consumidor final), a opinião produzida (Test Report) tem muito peso no processo negocial com os contractors (empresas contratadas para criarem e desenvolverem a OFP e sub-OFPs).
O papel dos pilotos de teste envolvidos nesta fase, centra-se principalmente, na apresentação dos novos sistemas e no esclarecimento do seu emprego, efectuando a ligação entre o grupo de testes e o grupo operacional.

O Litening TGP sob a entrada de ar de um F-16AM português

Melhorias introduzidas  pela Tape M6.1

A versão/tape M6.1 desenvolve-se ao nível de software de gestão dos diversos sistemas do F-16 e apresenta um leque de avanços significativo para este sistema de armas, nomeadamente no que diz respeito a:
- Utilização de Small Diameter Bombs (SDB) - ou GBU-39, bombas com guiamento GPS/INS, com um maior alcance, que por isso podem ser largadas a maior distância do alvo, com todas as vantagens inerentes em termos de protecção da aeronave e tripulação. Adicionalmente a SDB introduz um novo conceito, pioneiro, que consiste em reduzir a quantidade de carga explosiva compensando esta redução com uma maior precisão (para além do alcance já referido), o que permite reduzir significativamente os danos colaterais.
- Utilização de Universal Armament Interface (UAI) em bombas guiadas - simplificação da integração de armamento ar/solo e no modo como as munições "comunicam" com o avião e com o piloto. Este sistema de integração do armamento na aeronave é também  pioneiro e faz mímica de conceitos conhecidos como o "Plug and Play". Com isto pretende-se simplificar a integração do armamento e dos sistemas de armas na plataforma que é a aeronave.
- AIFF Modo 5 e novas capacidades de interrogação IFF - uma nova caixa AIFF – Identification/Identifier Friend or Foe, e a capacidade de operação em modo 5 (novo modo militar);
- novas capacidades link 16 e network centric warfare - Introduz melhorias, sobretudo técnicas e ao nível da capacidade de comando e controlo e outras ligadas a sistemas de comunicação e de interface com o piloto; maior capacidade e velocidade de transferência de informações para a aeronave relativas à missão
- melhorias na integração e novas capacidades dos Targeting Pod.
Adicionalmente foram introduzidos melhoramentos considerados menores, ao nível dos sistemas de navegação e comunicação.

A largada de armamento real fez parte do programa de testes

Metodologia de introdução do novo software nas frotas operacionais 

A introdução das novas OFPs nas aeronaves operacionais, é feita à medida que estas vão sendo sujeitas a manutenção periódica profunda. Por essa razão, coexistem numa mesma frota quase sempre aeronaves com diferentes OFPs.
A evolução de uma OFP para a seguinte é por isso feita do modo mais simples e suave possível ao nível do construtor, nos sistemas operados pelo piloto, mantendo desse modo consistência e coerência nos modos de operar o avião, para os pilotos nas esquadras operacionais.
Os pilotos são também treinados, frequentando formação específica para o efeito, com vista a ficarem qualificados e familiarizados com os novos sistemas e poderem assimilar e tirar o máximo partido deles. As diferentes OFPs actualmente em uso, M4.3, M5.2 e M6.1, não colocam problemas de proficiência ao piloto já que, uma vez efectuado o treino, elas se tornam “transparentes”. Aliás como não poderia deixar de ser, uma vez que num ambiente operacional de combate, a rapidez/agilidade de procedimentos e de operações do piloto na aeronave são um factor de eficácia e até de sobrevivência de ambos nas missões.


O que acontece depois do EOA e a sua importância para o software final operacional

Após o EOA, são elaborados relatórios, por parte da cada país participante, reunindo toda a informação relevante recolhida durante os dias de testes e das missões efectuadas, o que permitirá ao fabricante aquilatar os pontos satisfatórios ou eventualmente ainda a corrigir.
Na fase seguinte, a OT&E, que decorrerá na Noruega na primavera de 2012 será empregue de forma operacional e avaliada uma vez mais a OFP 6.1, numa fase em que os problemas anteriormente detectados, já estarão potencialmente resolvidos. Uma vez validada, permitirá finalmente o emprego operacional da Tape M6.1 nos aviões de linha. Este novo software de gestão dos sistemas no F-16 MLU deverá ser entregue para implementação nas frotas operacionais em todos os países das EPAF, no segundo semestre de 2012.
A modernização é a chave para continuar na linha da frente através dos tempos.

A Noruega é um dos países integrantes do grupo EPAF de desenvolvimento do F-16
Um F-16AM holandês
F-16AM norueguês




DOSSIER F-16 AM 15133 - [22ª Actualização]



22ª Atualização, 13 de abril de 2020 - Na imagem acima, surge o 15133 em parelha com o 15123, algures em maio de 2007, aquando de uma passagem pelo Aeroporto de Lisboa.
Uma fotografia irrepetível, já que que o 15123 já não faz parte da frota portuguesa, uma vez que foi uma das unidades vendidas à Força Aérea da Roménia.
De notar também a utilização dos dois tipos de TGM-65 Maverick habitualmente usados pela Força Aérea Portuguesa. O 33 transporta um modelo B (guiado por E/O-TV) e o 23 um G (com guiamento IR).

Créditos na imagem.

21ª Atualização, 24 de março de 2020 - Mais uma fotografia do 15133 antes de ele sequer "sonhar" com uma "vida após a sua morte". De facto, aqui o vemos, com as suas marcas de operacionalidade na USAF, como aeronave da 704th FS (Fighter Squadron) da Base Aérea de Bergstrom, no Texas.  Pouco tempo depois, seria armazanado no AMARC e daí viria para Portugal ao abrigo do programa PAII - Peace Atlantis II. (Agradecimento ao CG pelo envio da fotografia).


20ª atualização - 23 de março de 2020 - Mais uma imagem para a História desta lendária aeronave. Esta fotografia foi obtida no AM3 - Porto Santo, em julho de 2010, aquando das comemorações do aniversário da Força Aérea no arquipélago da Madeira. 


19ª atualização - 24 de fevereiro de 2020 - Esta fotografia foi obtida algures na tarde do dia 28 de abril de 2014 pelo Paulo Soares, quando  o 15133 efetuou uma passagem sobre a pista do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto.

18ª Atualização - 16 de setembro de 2018 - O 15133 em profunda manutenção, fotografado pelo André Carvalho no passado dia 16 de setembro, no âmbito de um Dia de Base Aérea Aberta, parte integrante das comemorações dos 66 anos da Força Aérea Portuguesa.

15133 na cabeceira da pista 05 de Lossiemouth
17ª atualização - 10 de outbro de 2016 - Entre 9 e 21 de outubro de 2016 decorre o exercício Joint Warrior 16-2, na base escocesa de Lossiemouth. O 15133 é um dos cinco F-16AM destacados com os pilotos das esquadras 201 e 301.
Nesta edição participa ainda o NRP Álvares Cabral, com um helicóptero Lynx Mk.95 da EHM a bordo.
O  Joint Warrior é o maior exercício de operações combinadas, de realização regular na Europa.


2016 - setembro - 18


No passado domingo, dia 18, no dia em que a Base Aérea nº5, em Monte Real, esteve aberta ao público, no âmbito das comemorações dos 64 anos da Força Aérea Portuguesa, o 15133 foi uma das aeronaves presentes no dispositivo operacional que abrilhantou aquele dia, em termos de atividade aérea e exposição estática. Na foto, observamo-lo estacionado na placa frente ao público.  
Foto: Rui Ferreira.


2016-maio-23
A 23 de maio, comemoraram-se os 60 anos da Base Escola de Tropas Paraquedistas, em Tancos.
A efeméride juntou alguns milhares de militares e ex-militares e foi abrilhantada, também, por várias passagens de dois F-16, sendo que um deles foi o 15133, aqui registado pelo fotógrafo e Sargento Ajudante Paraquedista na reserva, Carlos Correia. 
 

 2016-maio-20
Apesar de a Esquadra 301 - Jaguares não ter participado no Tiger Meet deste ano, a Força Aérea fez-se representar naquele evento, através da presença de uma parelha de caças F-16AM, o 15141 e, justamente, o 15133.
A fotografia, do André Carvalho, foi obtida a longa distância e com 30ºC centígrados, factos que concorreram para a definição algo sofrível da imagem. 

 
2016-março-02
Como já vem sendo habitual, o Real Thaw disponibiliza um dia para que os entusiastas da fotografia possam registar a operação das aeronaves. Ficam mais três excelentes registos, da autoria de Floriano Morgado, que revelam o 33 em todo o seu esplendor.
Fotos obtidas no dia 2 de março de 2016.

 Na linha da frente, aguardando nova missão...

...Numa descolagem em full afterburner, já a recolher o trem de aterragem e a escassos metros da pista...

...e aqui efetuando uma passagem, já com o sol de fim de tarde a iluminá-lo.
 
2016-março-01
O 15133 é um dos caças F-16AM destacados pela Força Aérea Portuguesa em Beja, para participar no exercício "Real Thaw 2016.
Nas imagens seguintes, ei-lo na linha da frente e a aterrar de regresso de mais uma missão conjunta  e operacional, no dia 1 de março de 2016.
Fotos: Francisco Brito Alves. 


 

2016-janeiro-10
Uma imagem rara, obtida em Volkel, e que revela uma configuração pouco habitual nos F-16 nacionais, isto é, o uso de um AIM-9Li (inerte) na estação nº2, sendo que as restantes estão "limpas". Por norma, e sempre que a aeronave não transporta o AIM-120, o 9Li é montado na estação 1 ou 9.
De notar, também, que à data da imagem, 2004, o 33 ainda tinhas as marcas junto ao canopy em "low vis", nomeadamente a seta de "Salvamento/Rescue".  (Foto: Maurits_2011)

 

(2015-julho-12)
O 15133 aqui registado em manutenção, no passado dia 12, aquando das comemorações dos 63 anos da Força Aérea Portuguesa, no dia de Base Aérea aberta, em Monte Real.



(2014-julho-13)
O "33" foi um dos 12 aviões que, na comemoração dos 20 anos de F-16 em Portugal, descolou para uma formação comemorativa do evento. O Rafael Vieira registou o momento em que o 15133 efetuou um low pass sobre a Base Aérea de Monte Real. 

 
(2014-fevereiro-24)
O André Carvalho, a quem o Pássaro de Ferro agradece a cedência das fotos, captou o "33" que, em 12 de fevereiro passado, fez parte integrante da exposição estática organizada por ocasião do Spotters Day do exercício Real Thaw - 2014. O avião surge, debaixo de chuva e "armado" com uma bomba GBU-49, dois AIM-120 e um AIM-9Li, uma configuração usada por alguns dos F-16 nacionais nas missões integrantes daquele exercício.
O avião apresenta, também, o nome do piloto na lateral esquerda do canopy, bom como o nome do Crew Chief (CC) e Weapons Loader na face interior da porta do trem dianteiro, como documentam as fotos.




 

(2013-novembro-01) 
Aqui apanhado em 26 de novembro, em Monte Real, pelo Ivo Pereira. Reparar no detalhe da segunda foto, em que o piloto parece olhar diretamente para o fotógrafo. 




(2013-novembro-01)
O 15133 estacionado numa das "raquetes" da BA5, ostentando as marcas "Maj Luís 'Pitstop' Silva" na base do canopy, à semelhança do que acontece com alguma tradição nos aviões norte-americanos. Foto: Rui Bruno.



  
(2013-julho17-31)
Aqui, fotografado em exposição num hangar do Aeródromo de Manobra nº1 em Maceda-Ovar, durante o exercício Hot Blade 2013. Foto: Rui Bruno.



(2013-junho-13/15) 
O 15133 (juntamente com o 15108) faz parte da representação portuguesa nas comemorações dos 100 anos da Real Força Aérea Holandesa, que se assinalaram em Volkel.


(2012-Fevereiro-06)
O Spotter Ivo Pereira "apanhou", no passado dia 2 de Fevereiro, o 15133 repintado. Saiu o "Jaguar" da deriva e o avião apresenta-se, por esta altura, com um aspeto de "como novo"! Sendo por agora igual aos restantes "companheiros" de frota, exceção feita ao 15106 e 15121, o 33 é e será sempre o 33!


O Rui Sousa lembrou e bem, que o 15133 esteve na Ilha da Madeira, numa incursão integrada nas comemorações dos 58 anos da Força Aérea, em Julho de 2010, conforme este par de imagens recorda e eterniza. 

 Aterragem do F-16AM 15133 na pista 05 do Aeroporto Internacional da Madeira. Uma visão muito rara!

Aqui vemos o 33 estacionado na placa do aeroporto, vendo-se ao lado um C-295 e lá ao fundo, o topo da deriva de um Airbus A-319 da Easy Jet!
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(2011-Março-23) 
Mais uma fotografia histórica do 15133 armado com um míssil real AGM-65 Maverick, obtida em Monte Real em 23 de Março de 2011 pelo Marco Casaleiro.
O avião apresenta as marcas do tempo e das intervenções da manutenção na sua pintura, o que lhe proporciona um aspecto verdadeiramente apetecível para os modelistas. 
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Duas imagens do 15133, obtidas no início de Junho de 2010, sendo que a primeira, um "close" da segunda, revela o piloto e o seu "escritório" em todo o seu esplendor.
Aconselha-se um duplo clic sobre as fotos para a sua visualização em pleno potencial.
O Pássaro de Ferro-Operations agradece ao Hélder Afonso e reconhece a sua mestria na captação destas imagens!


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 Dossier
O F-16A Block 15 (USAF 83-1076) entrou ao serviço activo em 5 de Julho de 1984.
Os interessados em saber da sua história, deverão aceder a este link e verificar as diversas etapas (conhecidas) da vida desta aeronave.



O 15133 é o aparelho 83-1076 visível nas fotos, em duas "encarnações" diferentes.

No que respeita à sua história que mais directamente tem a ver com a Força Aérea Portuguesa (FA), alguns factos, digamos que mais notórios, serão aqui glosados, sem que se entre numa espécie de história exaustiva da aeronave. Essa deverá ser contada mais tarde...
Este F-16 foi retirado do activo da Força Aérea Norte-Americana em 21 de Junho de 1994 altura em que passou a fazer parte do AMARC (Aerospace Maintenance and Regeneration Centre).
Em 12 de Maio de 1999, é integrado no “Pack” de 25 aparelhos constantes do Peace Atlantis II, com vista à constituição de uma segunda esquadra de F-16 na Força Aérea Portuguesa, no padrão MLU – Mid-Life Update.
Este aparelho viria a ser uma das aeronaves Lead The Fleet (LTF) do programa - a primeira  e a monolugar (o 15139 foi o LTF bilugar)-  e marcou uma viragem quase estratégica no conceito de aquisição de aeronaves para a FA. Efectivamente, pela primeira vez, um aparelho de última geração da aviação de combate é “produzido”em território nacional, abandonando a ideia da aquisição pura e simples de aeronaves, já “prontas” à operação pela arma aérea.
Este novo conceito permite, por exemplo, que a própria Força Aérea possa gerir melhor a operação das aeronaves, já que todo um conhecimento dos seus mecanismos “físicos” e de “miolo” estão devidamente sustentados em conhecimentos próprios, consolidados ao longo de anos de formação e preparação, solidificando hoje a produção/modernização das aeronaves em curso, aligeirando desse modo os processos e, pormenor não despiciendo, reduzindo custos.
Todas estas operações só são possíveis, entre muita inovação, como as Lean Technics, já afloradas aqui, fruto de diversas parcerias e com a “garantia” do grupo EPAF - European Participating Air Forces no que toca à partilha de experiências de produção e modernização permanente das respectivas frotas de F-16.
O F-16AM 15133 da FA efectuou o seu primeiro voo com as cores nacionais em 11 de Junho de 2003, nas instalações das OGMA – Oficinas Gerais de material Aeronáutico, no padrão M2 e tripulado pelo então Maj PILAV Alberto Francisco.

O 15133 estacionado em Alverca - OGMA, com o então Maj PILAV Alberto Francisco aos comandos

Em Setembro de 2003 passa a integrar o efectivo dos aparelhos voados pela Esquadra 201 – Falcões, sendo que todo o processo de adaptação ao novo tipo de aeronave passa a ser feito no então denominado “Núcleo MLU da Esq. 201”.

Uma das primeiras fotos do 15133 operacional na BA5, obtida pelo incontornável Jorge Ruivo

Em 2004 integra o exercício FWIT - Fighter Weapons Instructor Training,  que decorreu na Holanda e Noruega entre Maio de Setembro.


Duas imagens do 15133, obtidas por (c) JPSimão em 2004

Em 25 de Novembro de 2005 é integrado no efectivo dos aparelhos MLU da Esquadra 301 – Jaguares, acabada de ser transferida de Beja para a Base Aérea nº 5 em Monte Real. O facto de ostentar na sua deriva um "Falcão" - marca dos tempos iniciais em que foi operado pela Esquadra 201, - deu sempre motivo para algumas piadas, mais ou menos tradicionais entre as duas esquadras de Monte Real, num espírito herdado dos tempos em que por lá conviviam duas esquadras de A-7P...
Em 2006, participou no OT&E - M4 (Operational Test & Evaluation da Tape M4) em Leuwarden, na Holanda.

Nesse mesmo ano, participou no NTM06 - Nato Tiger Meet 2006 em Albacete, Espanha, com uma característica pintura de cauda.


O 15133 no NTM2006 em Albacete - Espanha

Em 2007 participa novamente num NTM, desta feita na Noruega, onde o “Jaguar” , símbolo máximo da Esquadra 301 - Jaguares, surge pintado na deriva.

 Foto do 15133 obtida em 23 de Outubro de 2007 em Monte Real - (c) A. Luís

Em 2008, o 15133, quando fazia parte integrante da Esquadra 301 no TLP – Tactical Leadership Program, em Dezembro e durante uma aterragem, o piloto ejectou-se e o avião saiu da pista, sofrendo danos que o inibiram de voar durante mais de um ano.
Como curiosidade, pode referir-se, como uma "nota de humor" que que este é o único F16 português que recebeu um "certificado de baptismo de voo", passado pela esquadra "Bisontes" aquando da sua desmontagem e transporte da base aérea de Florennes em Janeiro de 2009 para recuperação e reparação na BA5 - Monte Real

 Imagem do 15133 acidentado, notando-se alguns danos e as marcas da ejecção do piloto

Em Fevereiro passado, mais precisamente no dia 26, o 15133 é devolvido aos céus, no primeiro voo de ensaio depois da paragem, no culminar de aturado e meritório trabalho efectuado em Monte Real, fazendo prova real das capacidades técnicas granjeadas pela Força Aérea e sobretudo nas equipas de manutenção da frota F-16. 


 Sequência de imagens do F-16AM 15133, obtidas pelo Hélder Afonso e que retratam aspectos da sua manutenção e do seu regresso aos céus.
(Actualização de 1 de Abril) 
 Patch alusivo à operação de recuperação do 15133 - Foto (c) Hélder Afonso

(Actualização de 12 de Abril) 
Mais duas imagens do 15133. A primeira, obtida em 2007 durante a passagem num "Festival Aéreo" em Vila Real, numa altura em que o avião não ostentava nenhuma marca na sua deriva. Foto do João Corredeira.
A segunda, aqui por baixo, foi obtida em Setembro de 2003, poucos dias depois  do avião ter iniciado a sua operação na Esquadra 201 - Núcleo MLU. Neste dia , o avião viria a ser voado pelo então Maj PILAV Alberto Francisco.


O 15133, fotografado em 27 de Abril passado, já plenamente operacional e no padrão M5.

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