Mostrar mensagens com a etiqueta real thaw. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta real thaw. Mostrar todas as mensagens

REAL THAW 2013

Texto: Paulo Mata
Artigo publicado no jornal Take-Off de fevereiro de 2013



Real Thaw: Verdadeira fusão. Seja do gelo que cobre grande parte da Europa nesta época do ano, seja do metal no calor do combate. Em qualquer dos casos, um nome forte, para o maior e mais completo exercício aero-terrestre levado a cabo em território nacional.
Nascido no seio da Esquadra 301, quando era ainda a única a operar o F-16 MLU na Força Aérea Portuguesa (FAP), rapidamente, mas de um modo estruturado, evoluiu para o exercício de Apoio Aéreo Aproximado, multinacional e multi-forças que é hoje.
Este ano, as forças colocadas no cenário criado de um conflito regional com características contemporâneas, incluíram F-16 das Esquadras 201 e 301, P-3C da Esquadra 601, C-130 da Esquadra 501, C295 da Esquadra 502, EH101 da Esquadra 751 e os veteranos Alouette III da Esquadra 552, entre os meios aéreos nacionais. Numa despedida dos céus europeus marcaram este ano presença os A-10C dos EUA (USAF). Como vem sendo habitual, um E-3 Sentry da NATO foi o centro de AWACS (Airborne Warning and Control System), e um Falcon DA20 da empresa britânica COBHAM efectuou missões de guerra electrónica.


No terreno, forças do Exército (CTOE – Centro de Tropas de Operações Especiais, CTC – Centro de Tropas Comando, ETP – Escola de Tropas Para-quedistas, BRIGMEC – Brigada Mecanizada), da Marinha (DAE – Destacamento de Ações Especiais), simultaneamente tornaram o cenário idealizado mais realista, treinando também por sua vez missões aero-terrestres através dos meios do exercício.
Dos EUA e Países Baixos vieram ainda Controladores Aéreos Avançados (FAC), elementos fundamentais nos conflitos dos dias de hoje, que juntamente com os seus congéneres nacionais puderam treinar procedimentos nas comunicações com os meios aéreos envolvidos.
Durante as duas semanas de duração, o exercício foi ainda suportado pelo Centro de Relato e Controlo (CRC), Pessoal de Apoio - informações de com¬bate, relações públicas, audiovisuais, apoio médico, manutenção, logística, comunica¬ções e operações da FAP, a entidade organizadora do evento. A protecção no solo, das aeronaves envolvidas em acções no terreno, foi assegurada por elementos da Unidade de Protecção de Força, um corpo da Polícia Aérea.


Segundo o Tenente Coronel Carlos Lourenço, Chefe do exercício, o Real Thaw é já, à sua quinta edição, um exercício consolidado, estruturado à imagem do que de melhor se faz no mundo dentro do género. Pode dizer-se que atingiu a "velocidade de cruzeiro" em termos de organização, sendo as alterações introduzidas de ano para ano, essencialmente relacionadas com a adaptação aos meios participantes. Ainda assim, na presente edição, uma novidade mais foi adicionada, com o intuito de aproximar as condicionantes do exercício às de um teatro de guerra real: a interferência dos meios de comunicação e informação no desenrolar das operações e decisões da estrutura de comando do exercício, através da geração dinâmica de notícias relacionadas com o cenário fictício criado.
Também a participação dos P-3 da Esquadra 601, um meio normalmente associado a operações marítimas, tem vindo a conhecer alguma evolução na sua utilização em operações terrestres, com a introdução da nova versão CUP+, que permite o seu uso como plataforma de ISR (Intelligence, Surveillance and Reconaissance), através dos seus modernos sensores e meios de transmissão de dados, que possibilitam a transmissão, em tempo real, aos FAC no campo de batalha, dados sobre a distribuição de forças no terreno, vitais para facilitar a tomada de decisões no teatro de operações.


Novidade este ano foi também, e tal como anteriormente referenciado, a participação dos A-10 americanos, uma aeronave com características distintas de todas as que até à edição de 2013 haviam participado, e que por serem utilizadas maioritariamente nas funções de apoio a Busca e Salvamento de Combate (CSAR), significaram um valor acrescentado para as forças portuguesas, que com a Esquadra 82 da USAF puderam trocar experiências e procedimentos específicos, dentro deste tipo de missão. Já o comandante das forças americanas, o Cor. Clint Eichelberger, enalteceu as características do exercício e as condições proporcionadas aos participantes, dizendo que este foi "o mais próximo possível que se pode chegar de um cenário real", com uma grande variedade de situações e interacção, quer com forças de superfície, quer com outros meios aéreos diversificados. A simples operação conjunta com meios de outras nações (à semelhança do que sucede na maior parte dos conflitos actuais), os briefings massivos com as múltiplas forças envolvidas, num cenário e país desconhecidos, proporcionam o treino perfeito para que quando for a sério, as dificuldades não sejam uma novidade.




Assim, e dentro dos objectivos traçados, desenrolaram-se entre 11 e 22 de Fevereiro no interior centro-norte do país, missões de defesa do espaço aéreo, protecção a helicópteros e viaturas terrestres de transporte e ajuda humanitária, apoio aéreo a forças terrestres e operações especiais, extracção de elementos militares e não militares em território hostil, com e sem ameaças aéreas, lançamento de carga aérea para ajuda humanitária, lançamento de pára-quedistas, busca e salvamento em zonas de combate e evacuações médicas.
No total, estiveram envolvidos nas operações cerca de 4000 militares e 40 aeronaves, tendo-se realizado um total de 456 horas de voo e 215 saídas, de dia e de noite.

Foto: Lee Ann Sun/USAF

À parte dos objectivos militares atingidos com o exercício, centrados na proficiência e prontidão das forças envolvidas, estima-se que o impacto da realização de um exercício desta magnitude represente um valor entre um a um milhão e meio de euros na economia das populações locais, gerado em grande parte pelas forças estrangeiras destacadas no nosso país.







C295M: 10.000 HORAS SOBRE AS ASAS ÍNCLITAS DA FAMA

Texto: Paulo Mata
Artigo publicado no jornal Take-Off de janeiro de 2013


Em menos de quatro anos de operações, a frota de C295M da Força Aérea Portuguesa (FAP) atingiu a marca das 10.000 horas de voo. O número espelha bem os níveis de prontidão e funcionalidade alcançados, por uma aeronave que significou também um enorme salto qualitativo, no desempenho das missões para as quais foi adquirida.


A aquisição do C295 teve, para a FAP, como causa mais ou menos próxima as missões de apoio ao desastre ecológico causado pelo petroleiro Prestige, em Novembro de 2002 ao largo da Galiza e norte de Espanha, realizadas pelos Aviocar da agora extinta Esquadra 401. Se os C212-300 Aviocar prestaram um excelente serviço na detecção e controlo da poluição, reconhecido internacionalmente na ocasião, ficou no entanto claro, internamente, que uma aeronave com performances superiores poderia fazer ainda mais e melhor. Esta convicção, aliada à crescente obsolescência da restante frota de C212-100, levou à elaboração de um caderno de encargos, contendo todos os requisitos do sistema de armas que deveria substituir os veneráveis Aviocar, para a abertura de um concurso público já em finais de 2004, e aquisição de uma nova aeronave.
Dentre as aeronaves disponíveis em mercado e presentes a concurso, o C295M da EADS/Airbus Military revelar-se-ia o mais adequado para as funções a desempenhar, segundo os critérios estipulados. A compra de 12 aviões em regime de Operational Leasing foi efectivada, com a assinatura do contrato a 17 de Fevereiro de 2006, que previa o fornecimento das aeronaves em três versões distintas. Partindo de uma base comum (versão PG01), qualquer das aeronaves adquiridas permite cumprir um alargado leque de missões, bastando para isso modificar o seu interior através de "kits" aplicáveis num curto espaço de tempo, que adaptam a aeronave aos fins pretendidos: Busca e Salvamento (SAR), Transporte VIP, Evacuações Médicas (MedEvac), Carga Aérea Geral, entre outros.  Temos depois a versão PG02 com capacidade acrescida para realizar missões de Vigilância Marítima e a versão PG03 que acumula com todas as anteriores a Fotografia Aérea.
Há ainda a assinalar a função de formação de navegadores (SIFNAV), cujo kit de equipamentos foi criado pela Força Aérea, já numa fase avançada de aquisição do C295. Esta missão, anteriormente realizada num único Aviocar, pode agora ser efectuada por qualquer C295 da versão PG01.
Das doze aeronaves adquiridas são, por isso, sete na versão PG01, três PG02 e duas PG03, de modo a permitir ter permanentemente aeronaves disponíveis para todas as missões.
Este conceito veio permitir, assim, uma redução substancial da frota, para o desempenho das mesmas funções anteriormente levadas a cabo pelos C212 Aviocar, mas com capacidades alargadas, com todos os ganhos em termos de custos que isso representa.
As performances da nova plataforma C295M são ainda largamente superiores às do seu antecessor, permitindo, entre muitas outras melhorias, assegurar a cobertura de praticamente toda a enorme Zona Económica Exclusiva/Região de Busca e Salvamento nacional, que sendo a segunda maior do mundo, representa uma área sobre o oceano 63 vezes superior à superfície de território terrestre português. O país passaria por isso assim, a dispor de um meio tecnologicamente avançado, ao nível do que de melhor existe no mundo, sendo uma mais-valia incontestável na salvaguarda dos interesses e soberania nacionais, bem como na prestação de auxílio ao tráfego marítimo que cruza diariamente as nossas águas.

Com a entrada em produção das aeronaves, e já em Setembro de 2007, uma equipa da Força Aérea foi definida para fazer o acompanhamento e fiscalização das mesmas, garantindo o cumprimento cabal do caderno de encargos e das suas exigências. De igual modo, os primeiros elementos de tripulação iniciaram formação, para estarem aptos a integrar a equipa de qualificações e aceitação das aeronaves. Posteriormente, mais cinco equipas receberiam também formação no fabricante, nas áreas de manutenção, pilotagem, documentação, guerra electrónica e logística, cobrindo assim todas as áreas necessárias à operação da nova plataforma aérea.
O primeiro voo em território nacional e a apresentação em solo português realizar-se-ia por ocasião das comemorações do 56º aniversário da Força Aérea, na base das Lajes, em 2008. A entrega das primeiras duas aeronaves à Esquadra 502 (Elefantes) ocorreria, contudo, apenas a 26 de Fevereiro de 2009, na Base Aérea 6 (BA6), no Montijo. 
A partir de então, os Elefantes empenhar-se-iam em adquirir a Capacidade Operacional na nova aeronave, para as diferentes missões atribuídas, tendo assumido as importantes missões de MedEvac e SAR a 02 de Outubro de 2009.
Destacamentos da Esquadra 502 previstos para as Lajes e Porto Santo, onde os C295 representam um importante apoio para as populações dos arquipélagos dos Açores e Madeira, seriam iniciados a 17 de Abril e a 05 de Novembro de 2010, respectivamente.
As últimas aeronaves da frota seriam entregues já em 2011, perfazendo a dúzia programada, e a Esquadra 502 absorveria até ao fim do mesmo ano as funções da Esquadra 401, entretanto extinta com o fim das operações dos C212 Aviocar.


Não deixa, por isso, de ser ainda mais notável a marca de 10.000 horas de voo, atingidas em menos de quatro anos de operações, com a frota inacabada durante grande parte desse tempo.
A efeméride foi assim comemorada em cerimónia militar, na BA6, a 05 de Dezembro de 2012, com a presença do CEMFA, o General José Pinheiro, presidentes da Airbus Military (fabricante) e Empordef TI (simuladores), do Cmdte. da BA6, actual e antigos Comandantes da Esquadra 502, entre muitos outros militares e civis, ligados ao programa C295 na FAP.
Para assinalar devidamente a ocasião, foi ainda decorada uma aeronave com simbologia dos Elefantes e alusão às 10.000 horas, com grafismo de Miguel Amaral, autor de várias outros trabalhos em aeronaves da Força Aérea.

E se 10.000 horas são motivo para comemoração, dentro delas cabem muitos mais números, como aquele que tão honrosamente representa as mais de 500 vidas salvas, mais de 4.400 missões realizadas, mais de 20.000 passageiros transportados, e quase 1.000 toneladas de carga, sem esquecer também a participação em oito diferentes exercícios: Real Thaw, Sea Border, Lusíada, Zarco, Morsa, Hot Blade, Xavega e Renegade. A integração na Operação Frontex de controlo de imigração ilegal e actividades ilícitas nas fronteiras meridionais da União europeia, na qual a Esquadra 502 operou com um C295 a partir de sete bases distintas em Espanha, Itália e Grécia em 2011 e 2012 também não pode ser esquecida. 
Se dúvidas ainda houvesse, na Operação Frontex, todas as capacidades de vigilância marítima do C295 ficaram bem patentes, com a monitorização, apenas em 2012, de 11.736 embarcações, 27 das quais viriam a ser alvo de intercepção por forças de superfície devido a indícios de actividades ilegais. Após estas 10.000 horas de operações aéreas, comprovado é o acerto da decisão da aquisição do C295, que se transformou num dos programas com maior sucesso da nossa Força Aérea.
Não será por isso de estranhar, se dentro de pouco tempo a Esquadra 502 estiver já a comemorar as 20.000 horas de voo, "sobre as asas ínclitas da fama" do C295.


HOT BLADE 2012

Texto: Paulo Mata
Article published in Air Forces Monthly Oct.2012
Fotos publicadas na revista Mais Alto Set/Out 2012






 The EDA and the international helicopters exercises

Hot Blade took place between July 4th and 18th 2012 and became the fourth exercise held by the European Defence Agency (EDA), aimed at the training of helicopters' crews, from the various armed forces of the European Union (EU) plus Norway and Switzerland.

Mostly after the end of the Cold War, defence budgets of the various European states have been knowing substantial and increasing cuts. The present generalized scenario of economical crisis, largely helped to worsen this situation, cutting to the bone already thinned budgets.

Within this context, and after identifying the main flaws by some of the forces involved in the operations with rotary wings aircraft in course in Afghanistan, conclusion was taken that something had to be done, in order to make the most out of the existing means. In fact, in Afghanistan, although the numbers were correct, regarding the attributed means, they weren't fit for the purposes they were expected to fulfil, nor the crews had the necessary training for the conditions they had to face with, ending with the infrastructures and logistic support, also inappropriate.


Facing this scenario and struggling with the already spoken budget handicap, plus the urgency of coping with on-going missions like Afghanistan, "it became clear that training was the available force multiplier" said Andy Gray, the Helicopter Project Manager of EDA to its official magazine.

The EDA emerged from the EU will to start a stronger policy regarding common defence and as a counterbalance to the state of things. Therefore, its main objectives were from the beginning, the increase of cooperation between its members, identifying each individual capacities and objectives, promoting the harmonization of operative methods and multilateral projects that can fulfil common objectives.

If multinational military equipment developing amongst some European states has been happening for the past decades, although normally directed towards occasional and specific objectives, the EDA has compromised itself on replicating that procedure, systematize it, enlarge it and extend it to the operational ground, including also the crews training.

Decision was taken to promote specific simulation courses for the operations in contemporary combat conditions, and to organize a real exercise that would emulate conditions similar to those expected in the current operations theatres.



Hot Blade 2012

After Gap (2009), Azor (2010) and Italian Call (Italy 2011), helicopter training in a hot, high and dusty environment, knew a whole new dimensional level of comprisement with Hot Blade. Through the introduction of more complex and realistic scenarios, from the mirrored situations, to the interoperability with the ground forces, for the first time fixed wing aircraft were used - F-16 fighters provided air covering and support and the C295 further cargo capabilities, hence training also Composite Air Operations (COMAO).

Backed in the recognized abilities of the Portuguese Armed Forces to organize this kind of exercises, such as Real Thaw (Close Air Support exercise) annually held in the country, helicopters, crews and technicians of participant countries were able to enjoy and use the Portuguese natural conditions, infrastructures and human means provided.





 Being the organization assumed by the Portuguese Air Force based in the Aerodromo de Manobra nº1 in Ovar, Navy troops were also used (Destacamento de Acções Especiais - Special Forces Detachment) and from the Army (Brigada de Reacção Rápida - Quick Reaction Brigade and Brigada Mecanizada - Mechanized Brigade). In fact, Apolo exercise, annually driven by the Army, was fully integrated in Hot Blade, in a perfect example of resources maximization, with advantages to all parts: the Army was able to use Hot Blade resources in its exercise, and the helicopters crews could make a realistic training with genuine troops in the field.

Germany (5 CH-53), Austria (6 AB-212), Belgium (3 A-109), Holland (1 AS532 and 3 CH-47) and Portugal (2 EH101)  provided a total of 23 helicopters, with missions being commanded alternately by the different crews. UK and Sweden also attended as observers.

Trained situations included: Air Assault; Special operations; Air cargo transportation; Close Air Support (in urban environment and emergency situations); humanitarian vehicles protection; Security and reconnaissance operations; combat search and rescue; VIP rescue; military and civilian extraction; medical evacuations.
Synopsis



Being the helicopter an essential mean in operations of crisis management and asymmetrical scenarios, such as those the world has been watching for the past decades, with a prospect of continuity for the forthcoming times, training like the one provided by the EDA in these exercises, has already prepared around 160 helicopter crews, 63 of which meanwhile deployed to Afghanistan.

Hot Blade 2012 was the most complex helicopter exercise ever carried out in Europe, and was considered by the PAF Air Commander an enormous achievement in terms of organization and interoperability of the diverse countries and forces involved. In total, more than 700 hours were flown in over 300 sorties, in an area of approximately half  Portugal main land. 700 military were involved in air operations as well as 2300 troops from the Army and Navy.

In 2012, the EDA has also scheduled Green Blade to Belgium, another helicopter exercise, that will have as primary goal the training of special operations and is considered an integrated air-surface exercise.


DOSSIER F-16 AM 15133 - [22ª Actualização]



22ª Atualização, 13 de abril de 2020 - Na imagem acima, surge o 15133 em parelha com o 15123, algures em maio de 2007, aquando de uma passagem pelo Aeroporto de Lisboa.
Uma fotografia irrepetível, já que que o 15123 já não faz parte da frota portuguesa, uma vez que foi uma das unidades vendidas à Força Aérea da Roménia.
De notar também a utilização dos dois tipos de TGM-65 Maverick habitualmente usados pela Força Aérea Portuguesa. O 33 transporta um modelo B (guiado por E/O-TV) e o 23 um G (com guiamento IR).

Créditos na imagem.

21ª Atualização, 24 de março de 2020 - Mais uma fotografia do 15133 antes de ele sequer "sonhar" com uma "vida após a sua morte". De facto, aqui o vemos, com as suas marcas de operacionalidade na USAF, como aeronave da 704th FS (Fighter Squadron) da Base Aérea de Bergstrom, no Texas.  Pouco tempo depois, seria armazanado no AMARC e daí viria para Portugal ao abrigo do programa PAII - Peace Atlantis II. (Agradecimento ao CG pelo envio da fotografia).


20ª atualização - 23 de março de 2020 - Mais uma imagem para a História desta lendária aeronave. Esta fotografia foi obtida no AM3 - Porto Santo, em julho de 2010, aquando das comemorações do aniversário da Força Aérea no arquipélago da Madeira. 


19ª atualização - 24 de fevereiro de 2020 - Esta fotografia foi obtida algures na tarde do dia 28 de abril de 2014 pelo Paulo Soares, quando  o 15133 efetuou uma passagem sobre a pista do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto.

18ª Atualização - 16 de setembro de 2018 - O 15133 em profunda manutenção, fotografado pelo André Carvalho no passado dia 16 de setembro, no âmbito de um Dia de Base Aérea Aberta, parte integrante das comemorações dos 66 anos da Força Aérea Portuguesa.

15133 na cabeceira da pista 05 de Lossiemouth
17ª atualização - 10 de outbro de 2016 - Entre 9 e 21 de outubro de 2016 decorre o exercício Joint Warrior 16-2, na base escocesa de Lossiemouth. O 15133 é um dos cinco F-16AM destacados com os pilotos das esquadras 201 e 301.
Nesta edição participa ainda o NRP Álvares Cabral, com um helicóptero Lynx Mk.95 da EHM a bordo.
O  Joint Warrior é o maior exercício de operações combinadas, de realização regular na Europa.


2016 - setembro - 18


No passado domingo, dia 18, no dia em que a Base Aérea nº5, em Monte Real, esteve aberta ao público, no âmbito das comemorações dos 64 anos da Força Aérea Portuguesa, o 15133 foi uma das aeronaves presentes no dispositivo operacional que abrilhantou aquele dia, em termos de atividade aérea e exposição estática. Na foto, observamo-lo estacionado na placa frente ao público.  
Foto: Rui Ferreira.


2016-maio-23
A 23 de maio, comemoraram-se os 60 anos da Base Escola de Tropas Paraquedistas, em Tancos.
A efeméride juntou alguns milhares de militares e ex-militares e foi abrilhantada, também, por várias passagens de dois F-16, sendo que um deles foi o 15133, aqui registado pelo fotógrafo e Sargento Ajudante Paraquedista na reserva, Carlos Correia. 
 

 2016-maio-20
Apesar de a Esquadra 301 - Jaguares não ter participado no Tiger Meet deste ano, a Força Aérea fez-se representar naquele evento, através da presença de uma parelha de caças F-16AM, o 15141 e, justamente, o 15133.
A fotografia, do André Carvalho, foi obtida a longa distância e com 30ºC centígrados, factos que concorreram para a definição algo sofrível da imagem. 

 
2016-março-02
Como já vem sendo habitual, o Real Thaw disponibiliza um dia para que os entusiastas da fotografia possam registar a operação das aeronaves. Ficam mais três excelentes registos, da autoria de Floriano Morgado, que revelam o 33 em todo o seu esplendor.
Fotos obtidas no dia 2 de março de 2016.

 Na linha da frente, aguardando nova missão...

...Numa descolagem em full afterburner, já a recolher o trem de aterragem e a escassos metros da pista...

...e aqui efetuando uma passagem, já com o sol de fim de tarde a iluminá-lo.
 
2016-março-01
O 15133 é um dos caças F-16AM destacados pela Força Aérea Portuguesa em Beja, para participar no exercício "Real Thaw 2016.
Nas imagens seguintes, ei-lo na linha da frente e a aterrar de regresso de mais uma missão conjunta  e operacional, no dia 1 de março de 2016.
Fotos: Francisco Brito Alves. 


 

2016-janeiro-10
Uma imagem rara, obtida em Volkel, e que revela uma configuração pouco habitual nos F-16 nacionais, isto é, o uso de um AIM-9Li (inerte) na estação nº2, sendo que as restantes estão "limpas". Por norma, e sempre que a aeronave não transporta o AIM-120, o 9Li é montado na estação 1 ou 9.
De notar, também, que à data da imagem, 2004, o 33 ainda tinhas as marcas junto ao canopy em "low vis", nomeadamente a seta de "Salvamento/Rescue".  (Foto: Maurits_2011)

 

(2015-julho-12)
O 15133 aqui registado em manutenção, no passado dia 12, aquando das comemorações dos 63 anos da Força Aérea Portuguesa, no dia de Base Aérea aberta, em Monte Real.



(2014-julho-13)
O "33" foi um dos 12 aviões que, na comemoração dos 20 anos de F-16 em Portugal, descolou para uma formação comemorativa do evento. O Rafael Vieira registou o momento em que o 15133 efetuou um low pass sobre a Base Aérea de Monte Real. 

 
(2014-fevereiro-24)
O André Carvalho, a quem o Pássaro de Ferro agradece a cedência das fotos, captou o "33" que, em 12 de fevereiro passado, fez parte integrante da exposição estática organizada por ocasião do Spotters Day do exercício Real Thaw - 2014. O avião surge, debaixo de chuva e "armado" com uma bomba GBU-49, dois AIM-120 e um AIM-9Li, uma configuração usada por alguns dos F-16 nacionais nas missões integrantes daquele exercício.
O avião apresenta, também, o nome do piloto na lateral esquerda do canopy, bom como o nome do Crew Chief (CC) e Weapons Loader na face interior da porta do trem dianteiro, como documentam as fotos.




 

(2013-novembro-01) 
Aqui apanhado em 26 de novembro, em Monte Real, pelo Ivo Pereira. Reparar no detalhe da segunda foto, em que o piloto parece olhar diretamente para o fotógrafo. 




(2013-novembro-01)
O 15133 estacionado numa das "raquetes" da BA5, ostentando as marcas "Maj Luís 'Pitstop' Silva" na base do canopy, à semelhança do que acontece com alguma tradição nos aviões norte-americanos. Foto: Rui Bruno.



  
(2013-julho17-31)
Aqui, fotografado em exposição num hangar do Aeródromo de Manobra nº1 em Maceda-Ovar, durante o exercício Hot Blade 2013. Foto: Rui Bruno.



(2013-junho-13/15) 
O 15133 (juntamente com o 15108) faz parte da representação portuguesa nas comemorações dos 100 anos da Real Força Aérea Holandesa, que se assinalaram em Volkel.


(2012-Fevereiro-06)
O Spotter Ivo Pereira "apanhou", no passado dia 2 de Fevereiro, o 15133 repintado. Saiu o "Jaguar" da deriva e o avião apresenta-se, por esta altura, com um aspeto de "como novo"! Sendo por agora igual aos restantes "companheiros" de frota, exceção feita ao 15106 e 15121, o 33 é e será sempre o 33!


O Rui Sousa lembrou e bem, que o 15133 esteve na Ilha da Madeira, numa incursão integrada nas comemorações dos 58 anos da Força Aérea, em Julho de 2010, conforme este par de imagens recorda e eterniza. 

 Aterragem do F-16AM 15133 na pista 05 do Aeroporto Internacional da Madeira. Uma visão muito rara!

Aqui vemos o 33 estacionado na placa do aeroporto, vendo-se ao lado um C-295 e lá ao fundo, o topo da deriva de um Airbus A-319 da Easy Jet!
_____

(2011-Março-23) 
Mais uma fotografia histórica do 15133 armado com um míssil real AGM-65 Maverick, obtida em Monte Real em 23 de Março de 2011 pelo Marco Casaleiro.
O avião apresenta as marcas do tempo e das intervenções da manutenção na sua pintura, o que lhe proporciona um aspecto verdadeiramente apetecível para os modelistas. 
 ______

Duas imagens do 15133, obtidas no início de Junho de 2010, sendo que a primeira, um "close" da segunda, revela o piloto e o seu "escritório" em todo o seu esplendor.
Aconselha-se um duplo clic sobre as fotos para a sua visualização em pleno potencial.
O Pássaro de Ferro-Operations agradece ao Hélder Afonso e reconhece a sua mestria na captação destas imagens!


_______________________________________________
 Dossier
O F-16A Block 15 (USAF 83-1076) entrou ao serviço activo em 5 de Julho de 1984.
Os interessados em saber da sua história, deverão aceder a este link e verificar as diversas etapas (conhecidas) da vida desta aeronave.



O 15133 é o aparelho 83-1076 visível nas fotos, em duas "encarnações" diferentes.

No que respeita à sua história que mais directamente tem a ver com a Força Aérea Portuguesa (FA), alguns factos, digamos que mais notórios, serão aqui glosados, sem que se entre numa espécie de história exaustiva da aeronave. Essa deverá ser contada mais tarde...
Este F-16 foi retirado do activo da Força Aérea Norte-Americana em 21 de Junho de 1994 altura em que passou a fazer parte do AMARC (Aerospace Maintenance and Regeneration Centre).
Em 12 de Maio de 1999, é integrado no “Pack” de 25 aparelhos constantes do Peace Atlantis II, com vista à constituição de uma segunda esquadra de F-16 na Força Aérea Portuguesa, no padrão MLU – Mid-Life Update.
Este aparelho viria a ser uma das aeronaves Lead The Fleet (LTF) do programa - a primeira  e a monolugar (o 15139 foi o LTF bilugar)-  e marcou uma viragem quase estratégica no conceito de aquisição de aeronaves para a FA. Efectivamente, pela primeira vez, um aparelho de última geração da aviação de combate é “produzido”em território nacional, abandonando a ideia da aquisição pura e simples de aeronaves, já “prontas” à operação pela arma aérea.
Este novo conceito permite, por exemplo, que a própria Força Aérea possa gerir melhor a operação das aeronaves, já que todo um conhecimento dos seus mecanismos “físicos” e de “miolo” estão devidamente sustentados em conhecimentos próprios, consolidados ao longo de anos de formação e preparação, solidificando hoje a produção/modernização das aeronaves em curso, aligeirando desse modo os processos e, pormenor não despiciendo, reduzindo custos.
Todas estas operações só são possíveis, entre muita inovação, como as Lean Technics, já afloradas aqui, fruto de diversas parcerias e com a “garantia” do grupo EPAF - European Participating Air Forces no que toca à partilha de experiências de produção e modernização permanente das respectivas frotas de F-16.
O F-16AM 15133 da FA efectuou o seu primeiro voo com as cores nacionais em 11 de Junho de 2003, nas instalações das OGMA – Oficinas Gerais de material Aeronáutico, no padrão M2 e tripulado pelo então Maj PILAV Alberto Francisco.

O 15133 estacionado em Alverca - OGMA, com o então Maj PILAV Alberto Francisco aos comandos

Em Setembro de 2003 passa a integrar o efectivo dos aparelhos voados pela Esquadra 201 – Falcões, sendo que todo o processo de adaptação ao novo tipo de aeronave passa a ser feito no então denominado “Núcleo MLU da Esq. 201”.

Uma das primeiras fotos do 15133 operacional na BA5, obtida pelo incontornável Jorge Ruivo

Em 2004 integra o exercício FWIT - Fighter Weapons Instructor Training,  que decorreu na Holanda e Noruega entre Maio de Setembro.


Duas imagens do 15133, obtidas por (c) JPSimão em 2004

Em 25 de Novembro de 2005 é integrado no efectivo dos aparelhos MLU da Esquadra 301 – Jaguares, acabada de ser transferida de Beja para a Base Aérea nº 5 em Monte Real. O facto de ostentar na sua deriva um "Falcão" - marca dos tempos iniciais em que foi operado pela Esquadra 201, - deu sempre motivo para algumas piadas, mais ou menos tradicionais entre as duas esquadras de Monte Real, num espírito herdado dos tempos em que por lá conviviam duas esquadras de A-7P...
Em 2006, participou no OT&E - M4 (Operational Test & Evaluation da Tape M4) em Leuwarden, na Holanda.

Nesse mesmo ano, participou no NTM06 - Nato Tiger Meet 2006 em Albacete, Espanha, com uma característica pintura de cauda.


O 15133 no NTM2006 em Albacete - Espanha

Em 2007 participa novamente num NTM, desta feita na Noruega, onde o “Jaguar” , símbolo máximo da Esquadra 301 - Jaguares, surge pintado na deriva.

 Foto do 15133 obtida em 23 de Outubro de 2007 em Monte Real - (c) A. Luís

Em 2008, o 15133, quando fazia parte integrante da Esquadra 301 no TLP – Tactical Leadership Program, em Dezembro e durante uma aterragem, o piloto ejectou-se e o avião saiu da pista, sofrendo danos que o inibiram de voar durante mais de um ano.
Como curiosidade, pode referir-se, como uma "nota de humor" que que este é o único F16 português que recebeu um "certificado de baptismo de voo", passado pela esquadra "Bisontes" aquando da sua desmontagem e transporte da base aérea de Florennes em Janeiro de 2009 para recuperação e reparação na BA5 - Monte Real

 Imagem do 15133 acidentado, notando-se alguns danos e as marcas da ejecção do piloto

Em Fevereiro passado, mais precisamente no dia 26, o 15133 é devolvido aos céus, no primeiro voo de ensaio depois da paragem, no culminar de aturado e meritório trabalho efectuado em Monte Real, fazendo prova real das capacidades técnicas granjeadas pela Força Aérea e sobretudo nas equipas de manutenção da frota F-16. 


 Sequência de imagens do F-16AM 15133, obtidas pelo Hélder Afonso e que retratam aspectos da sua manutenção e do seu regresso aos céus.
(Actualização de 1 de Abril) 
 Patch alusivo à operação de recuperação do 15133 - Foto (c) Hélder Afonso

(Actualização de 12 de Abril) 
Mais duas imagens do 15133. A primeira, obtida em 2007 durante a passagem num "Festival Aéreo" em Vila Real, numa altura em que o avião não ostentava nenhuma marca na sua deriva. Foto do João Corredeira.
A segunda, aqui por baixo, foi obtida em Setembro de 2003, poucos dias depois  do avião ter iniciado a sua operação na Esquadra 201 - Núcleo MLU. Neste dia , o avião viria a ser voado pelo então Maj PILAV Alberto Francisco.


O 15133, fotografado em 27 de Abril passado, já plenamente operacional e no padrão M5.

ARTIGOS MAIS VISUALIZADOS

CRÉDITOS

Os textos publicados no Pássaro de Ferro são da autoria e responsabilidade dos seus autores/colaboradores, salvo indicação em contrário.
Só poderão ser usados mediante autorização expressa dos autores e/ou dos administradores.

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Laundry Detergent Coupons