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JOINT PRECISION AIRDROP SYSTEM NO EXÉRCITO PORTUGUÊS - Carga em pára-quedas guiado por GPS

Texto: Paulo Mata
Artigo publicado no jornal Take-Off de Maio de 2013



O Exército Português adquiriu recentemente equipamento “Joint Precision Airdrop System" (JPADS) que permite o lançamento em pára-quedas de cargas, com elevada precisão. É na Brigada de Reacção Rápida, nomeadamente na Escola de Tropas Pára-quedistas, em Tancos, que se encontra este novo equipamento de tecnologia avançada e que vem sendo utilizado desde o primeiro semestre de 2012 na área do abastecimento aéreo. 

Embarque dos SOGAs que acompanharão a carga

O sistema de guiamento por GPS é em muito similar ao utilizado pelas bombas chamadas "inteligentes", com a diferença óbvia de ser utilizado no sistema de controlo do pára-quedas da carga, largada a partir de uma plataforma aérea, no caso um C-130 ou C295 da Força Aérea.
Na missão que o Take-Off teve a oportunidade de acompanhar, simulou-se o abastecimento aéreo em zona de conflito, onde, devido à presença de forças hostis no terreno, a carga será largada a partir de uma altitude de 24.500 pés (cerca de 7350m), considerada segura relativamente a armamento anti-aéreo identificado na zona pela Intel. A acompanhar a carga seguem por isso Saltadores Operacionais de Grande Altitude (SOGAs), devidamente apetrechados com equipamento de oxigénio, essencial para a operação a altitudes não fisiológicas, como é o caso.

SOGAs com equipamento para saltos de grande altitude

Previamente, todos os dados meteorológicos e do terreno onde será lançada a carga e pára-quedistas (zona de aterragem), são recolhidos e analisados, de modo a efectuar os cálculos para identificação do rumo que a aeronave deve tomar durante a largada, bem como o ponto de lançamento.
Antes da missão, têm lugar rigorosos briefings, nos quais todos os aspectos da missão são dissecados, com especial incidência no aspecto da segurança, redobrada pelos riscos acrescidos que representam a grande altitude e a presença de pára-quedistas e carga em voo ao mesmo tempo.
Dada a grande altitude a que se processa a missão de lançamento, que obriga em si a operar com a aeronave despressurizada (cabine aberta), toda a tripulação (pilotos, loadmasters, etc) tem que utilizar também equipamento de oxigénio. A bordo segue também um fisiologista de voo, que monitoriza permanentemente as condições físicas dos saltadores.




Com a aeronave na final para o lançamento, acende-se a luz verde no interior do C295 e dá-se início à saída da carga e saltadores com a cadência adequada, que permite reduzir a possibilidade de colisões no ar.

A carga na descida em calote

Quando em calote (pára-quedas aberto), a carga comporta-se como um saltador pára-quedista experiente, em termos de atitude em voo, uma vez que o sistema de guiamento está constantemente a recolher dados de direcção, intensidade do vento e altitude, para redireccionar e efectuar o circuito de espera mais adequado a colocar a carga no local previamente definido.

Sistema de comando para movimentar a carga a partir de terra se necessário

O sistema permite ainda a alteração das coordenadas de aterragem da carga, mesmo com esta já em voo, podendo ainda, e em alternativa para fazer face a qualquer imponderável de última hora, ser redireccionada para novo ponto, através de controlo remoto por um operador em terra.
Na chegada ao solo, nenhuma surpresa e a carga aterrou com uma precisão de escassos metros do ponto marcado no GPS. Passados poucos segundos, começam a aterrar os pára-quedistas devidamente armados e equipados, que numa situação real garantiriam a segurança da carga e do perímetro circundante.

A aterragem a escassos metros do ponto marcado por GPS

Este novo sistema, além de extremamente preciso (conforme aludido a carga guiada por GPS comporta-se como um saltador experiente) tem inúmeras aplicações, tanto militares como civis, podendo por exemplo servir para abastecer populações isoladas por catástrofes naturais, em situações em que a aterragem da aeronave não seja possível, devido por exemplo a inexistência de pista adequada, ou condições meteorológicas que não o permitam.
O sistema agora em operação pelo Exército, é por isso uma mais-valia assinalável, tanto para as Forças Armadas, como para o país.




EICPAC: 60 ANOS A FORMAR PILOTOS DE CAÇAS

Texto: Paulo Mata
Artigo publicado no jornal Take-Off de abril de 2013


T-33A Shooting Star da Esquadra 20 na BA2 - Ota

Sendo a mais antiga sub-unidade da Força Aérea em actividade, a história da hoje designada EICPAC, quase se confunde com a do próprio ramo aéreo das Forças Armadas portuguesas, estando também intersticialmente ligada ao advento da era da aviação a jacto, na ocidental Pátria Lusitana.
A sua história contudo começa ao contrário do que geralmente acontece: foi a recepção das aeronaves que levou à formação da unidade de voo e não o contrário. As aeronaves foram os Lockheed T-33A Shooting Star, e a unidade, a Esquadrilha de Voo Sem Visibilidade (Esquadrilha VSV). Integrada na Esquadra 20 que operava também os F-84G Thunderjet, tal como os T-33 recebidos dos EUA ao abrigo do Defence Mutual Assistance Programme em 1953. Portanto apenas um ano após a criação oficial da Força Aérea enquanto ramo independente. 
A missão: ministrar instrução de voo por instrumentos sob capota e transição para os caças F-84, que não dispunham de versão bi-lugar. À medida que foram recebidos mais aviões (T-33 e F-84) a Esquadrilha acabaria por “independentizar-se” já em 1955, como Esquadra 22, continuando a operar na BA2 – Ota, onde estavam então centralizados os jactos da FAP. A missão é também readaptada às necessidades, como era então a transição de pilotos com experiência de caças convencionais (a hélice) para os caças a jacto. Do syllabus (plano curricular) constavam cerca de 40 horas de voo, compreendendo voo básico, acrobacia, formação, instrumentos, navegação e voo nocturno, após o que os pilotos transitariam para os F-84. Nas fileiras da Esquadra 22, encontravam-se então como instrutores, os melhores e mais qualificados pilotos militares nacionais.
Com o fim dos cursos de transição no ano seguinte, a missão da Esquadra foi novamente readaptada, uma vez que deixava de se tratar de uma unidade de conversão e regressava à instrução de voo, passando por isso a designar-se Esquadra de Instrução Complementar de Pilotagem (EICP). Já em 1957, a Esq. 22 e os T-33 seriam relocalizados para a BA3 em Tancos e em 1958 renomeada Esquadra de Instrução Complementar de Pilotagem de Aviões de Caça, que se mantém até aos dias de hoje. O curso então compreendia já 80 horas de voo, com aumento das matérias teóricas e reajustamento do syllabus.


O RT-33 n/c 1916 que mais longa vida teve na FAP
Em 1960, de regresso à BA2, e com a aquisição dos F-86F que assumiram as funções dos F-84 enquanto principal caça da Força Aérea, a Esquadra 22 incorpora os cerca de 40 F-84 então operacionais, provenientes das extintas Esquadras de caça 20 e 21. Passando a funcionar de novo como uma Esquadrilha dentro da Esq. 22, os T-33 manteriam as funções de instrução, enquanto os F-84 efectuariam a conversão operacional dos pilotos destinados aos F-86. O advento das guerras ultramarinas no entanto, impediriam que tal viesse a acontecer, e os único pilotos a realizar o curso de conversão sem F-84, acabariam por seguir com os mesmos aviões para Angola, não chegando a transitar para os F-86. A Esquadra 22 voltava a operar apenas os T-33, então em três versões diferentes, de acordo com as diversas tranches recebidas desde 1953: T-33A, T-33AN e RT-33.
Até Novembro de 1974 quando a Esquadra foi relocalizada para a BA5 em Monte Real, poucas alterações houve relativamente ao funcionamento do curso, então com 90 horas de voo. 

Um dos cinco T-33AN Silver Star

Relativamente às aeronaves contudo, os cinco T-33AN abandonariam ainda em 1961 a EICPAC, para servir na Esquadra 51 em Monte Real: problemas  por isso de ordem logística e operacionais, devido a diferenças profundas nos sistemas mecânicos, de comunicações e instrumentos entre as duas versões, ditariam o seu afastamento, não obstante se tratar de aeronaves com performances bastante superiores aos T-33A, que eram contudo em muito maior número. Os T-33AN seriam definitivamente retirados de serviço em 1970, enquanto a Esq. 22 recebia por sua vez um lote de 10 T-33A em 1968, provenientes de esquadras americanas na Europa (RFA e Reino Unido).

Linha da frente de T-33 em Monte Real

Em 1977, com a reestruturação das unidades da FAP e respectiva nomenclatura, a EICPAC ganha finalmente a designação Esquadra 103, que se mantém até aos dias de hoje. Em 1980, passa a operar novamente duas Esquadrilhas, com a incorporação de 12 T-38, provenientes da Esquadra 201, quando esta foi extinta com o fim das actividades dos F-86. Dá-se também a curiosidade dos “Caracóis”, como é também conhecida a Esq 103, operar a partir de então, o mais rápido e único avião supersónico da Força Aérea. 

T-33 e T-38 conviveram mais de uma década na Esq. 103

Até 1987 não haveria mudanças de vulto, sendo nesse ano novamente transferida de base, passando então a operar a partir da BA11 em Beja. O syllabus do curso seria uma vez mais alterado, tornando-se o mais completo de sempre em T-33A, ao atribuir maior ênfase à fase táctica. A partir de 1988 e com a desactivação progressiva que começou a afectar a frota T-33, foram os cursos transitando para o T-38. A Esq 103 operaria o T-38 por pouco tempo mais, depois da retirada do T-33 em 1991, já que também os T-38 seriam desactivados em Junho de 1993. Novo capítulo se iniciaria na história da Esquadra, com a chegada dos Alpha Jet no horizonte.
Desta última fase, não desenvolveremos muito, uma vez que a mesma foi coberta no recente número 162 do Take-Off, de Dezembro de 2012, por ocasião da comemoração das 50.000 horas da frota Alpha Jet.

Formação mista de T-38 e Alpha Jet (ainda) alemães baseados na em Beja

Podemos todavia sintetizar, que tal com dantes, a Esquadra 103 mais uma vez se reinventou, para se adaptar à nova aeronave, passando a ministrar a partir de Novembro de 1993 um curso muito mais extenso, em virtude da aeronave alemã permitir a utilização de armamento. De assinalar também ainda neste período, a patrulha acrobática Asas de Portugal que cumpriu várias temporadas sustentada nos pilotos e aeronaves da Esq 103.


 As duas pinturas de usadas pelos Alpha Jet da Esquadra 103

Em 2013, quando se cumprem 60 anos da criação da Esquadrilha de Voo sem Visibilidade, a Esquadra comemorou a efeméride em cerimónia militar realizada no dia 28 de Fevereiro na BA11. Nela estiveram presentes altas individualidades da Força Aérea, técnicos e inúmeros pilotos que passaram pela EICPAC, ao longo destas seis décadas.
Quando se pergunta a quem a ela pertenceu, acerca da aeronave preferida dentre as que passaram pela EICAPAC, as opiniões dividem-se e são visivelmente mais baseadas no coração do que na razão. Consensual é no entanto, que qualquer delas prestou muitos e bons serviços à aviação militar nacional.

O SCh Almeida ainda na Esq 103 trabalhou nas três aeronaves voadas pelos Caracóis

Quanto ao futuro da Esquadra, é para já incerto, devido ao reduzido número de aeronaves operacionais (apenas seis) e à indefinição dos meios a operar a médio prazo. O presente, esse continua garantido pelo empenho dos seus elementos, herdeiros à altura do passado notável da mais antiga Esquadra da Força Aérea.


Grupo de antigos e atuais Caracóis no 60º aniversário da EICPAC 28/02/2013

DOSSIER F-16 AM 15133 - [22ª Actualização]



22ª Atualização, 13 de abril de 2020 - Na imagem acima, surge o 15133 em parelha com o 15123, algures em maio de 2007, aquando de uma passagem pelo Aeroporto de Lisboa.
Uma fotografia irrepetível, já que que o 15123 já não faz parte da frota portuguesa, uma vez que foi uma das unidades vendidas à Força Aérea da Roménia.
De notar também a utilização dos dois tipos de TGM-65 Maverick habitualmente usados pela Força Aérea Portuguesa. O 33 transporta um modelo B (guiado por E/O-TV) e o 23 um G (com guiamento IR).

Créditos na imagem.

21ª Atualização, 24 de março de 2020 - Mais uma fotografia do 15133 antes de ele sequer "sonhar" com uma "vida após a sua morte". De facto, aqui o vemos, com as suas marcas de operacionalidade na USAF, como aeronave da 704th FS (Fighter Squadron) da Base Aérea de Bergstrom, no Texas.  Pouco tempo depois, seria armazanado no AMARC e daí viria para Portugal ao abrigo do programa PAII - Peace Atlantis II. (Agradecimento ao CG pelo envio da fotografia).


20ª atualização - 23 de março de 2020 - Mais uma imagem para a História desta lendária aeronave. Esta fotografia foi obtida no AM3 - Porto Santo, em julho de 2010, aquando das comemorações do aniversário da Força Aérea no arquipélago da Madeira. 


19ª atualização - 24 de fevereiro de 2020 - Esta fotografia foi obtida algures na tarde do dia 28 de abril de 2014 pelo Paulo Soares, quando  o 15133 efetuou uma passagem sobre a pista do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto.

18ª Atualização - 16 de setembro de 2018 - O 15133 em profunda manutenção, fotografado pelo André Carvalho no passado dia 16 de setembro, no âmbito de um Dia de Base Aérea Aberta, parte integrante das comemorações dos 66 anos da Força Aérea Portuguesa.

15133 na cabeceira da pista 05 de Lossiemouth
17ª atualização - 10 de outbro de 2016 - Entre 9 e 21 de outubro de 2016 decorre o exercício Joint Warrior 16-2, na base escocesa de Lossiemouth. O 15133 é um dos cinco F-16AM destacados com os pilotos das esquadras 201 e 301.
Nesta edição participa ainda o NRP Álvares Cabral, com um helicóptero Lynx Mk.95 da EHM a bordo.
O  Joint Warrior é o maior exercício de operações combinadas, de realização regular na Europa.


2016 - setembro - 18


No passado domingo, dia 18, no dia em que a Base Aérea nº5, em Monte Real, esteve aberta ao público, no âmbito das comemorações dos 64 anos da Força Aérea Portuguesa, o 15133 foi uma das aeronaves presentes no dispositivo operacional que abrilhantou aquele dia, em termos de atividade aérea e exposição estática. Na foto, observamo-lo estacionado na placa frente ao público.  
Foto: Rui Ferreira.


2016-maio-23
A 23 de maio, comemoraram-se os 60 anos da Base Escola de Tropas Paraquedistas, em Tancos.
A efeméride juntou alguns milhares de militares e ex-militares e foi abrilhantada, também, por várias passagens de dois F-16, sendo que um deles foi o 15133, aqui registado pelo fotógrafo e Sargento Ajudante Paraquedista na reserva, Carlos Correia. 
 

 2016-maio-20
Apesar de a Esquadra 301 - Jaguares não ter participado no Tiger Meet deste ano, a Força Aérea fez-se representar naquele evento, através da presença de uma parelha de caças F-16AM, o 15141 e, justamente, o 15133.
A fotografia, do André Carvalho, foi obtida a longa distância e com 30ºC centígrados, factos que concorreram para a definição algo sofrível da imagem. 

 
2016-março-02
Como já vem sendo habitual, o Real Thaw disponibiliza um dia para que os entusiastas da fotografia possam registar a operação das aeronaves. Ficam mais três excelentes registos, da autoria de Floriano Morgado, que revelam o 33 em todo o seu esplendor.
Fotos obtidas no dia 2 de março de 2016.

 Na linha da frente, aguardando nova missão...

...Numa descolagem em full afterburner, já a recolher o trem de aterragem e a escassos metros da pista...

...e aqui efetuando uma passagem, já com o sol de fim de tarde a iluminá-lo.
 
2016-março-01
O 15133 é um dos caças F-16AM destacados pela Força Aérea Portuguesa em Beja, para participar no exercício "Real Thaw 2016.
Nas imagens seguintes, ei-lo na linha da frente e a aterrar de regresso de mais uma missão conjunta  e operacional, no dia 1 de março de 2016.
Fotos: Francisco Brito Alves. 


 

2016-janeiro-10
Uma imagem rara, obtida em Volkel, e que revela uma configuração pouco habitual nos F-16 nacionais, isto é, o uso de um AIM-9Li (inerte) na estação nº2, sendo que as restantes estão "limpas". Por norma, e sempre que a aeronave não transporta o AIM-120, o 9Li é montado na estação 1 ou 9.
De notar, também, que à data da imagem, 2004, o 33 ainda tinhas as marcas junto ao canopy em "low vis", nomeadamente a seta de "Salvamento/Rescue".  (Foto: Maurits_2011)

 

(2015-julho-12)
O 15133 aqui registado em manutenção, no passado dia 12, aquando das comemorações dos 63 anos da Força Aérea Portuguesa, no dia de Base Aérea aberta, em Monte Real.



(2014-julho-13)
O "33" foi um dos 12 aviões que, na comemoração dos 20 anos de F-16 em Portugal, descolou para uma formação comemorativa do evento. O Rafael Vieira registou o momento em que o 15133 efetuou um low pass sobre a Base Aérea de Monte Real. 

 
(2014-fevereiro-24)
O André Carvalho, a quem o Pássaro de Ferro agradece a cedência das fotos, captou o "33" que, em 12 de fevereiro passado, fez parte integrante da exposição estática organizada por ocasião do Spotters Day do exercício Real Thaw - 2014. O avião surge, debaixo de chuva e "armado" com uma bomba GBU-49, dois AIM-120 e um AIM-9Li, uma configuração usada por alguns dos F-16 nacionais nas missões integrantes daquele exercício.
O avião apresenta, também, o nome do piloto na lateral esquerda do canopy, bom como o nome do Crew Chief (CC) e Weapons Loader na face interior da porta do trem dianteiro, como documentam as fotos.




 

(2013-novembro-01) 
Aqui apanhado em 26 de novembro, em Monte Real, pelo Ivo Pereira. Reparar no detalhe da segunda foto, em que o piloto parece olhar diretamente para o fotógrafo. 




(2013-novembro-01)
O 15133 estacionado numa das "raquetes" da BA5, ostentando as marcas "Maj Luís 'Pitstop' Silva" na base do canopy, à semelhança do que acontece com alguma tradição nos aviões norte-americanos. Foto: Rui Bruno.



  
(2013-julho17-31)
Aqui, fotografado em exposição num hangar do Aeródromo de Manobra nº1 em Maceda-Ovar, durante o exercício Hot Blade 2013. Foto: Rui Bruno.



(2013-junho-13/15) 
O 15133 (juntamente com o 15108) faz parte da representação portuguesa nas comemorações dos 100 anos da Real Força Aérea Holandesa, que se assinalaram em Volkel.


(2012-Fevereiro-06)
O Spotter Ivo Pereira "apanhou", no passado dia 2 de Fevereiro, o 15133 repintado. Saiu o "Jaguar" da deriva e o avião apresenta-se, por esta altura, com um aspeto de "como novo"! Sendo por agora igual aos restantes "companheiros" de frota, exceção feita ao 15106 e 15121, o 33 é e será sempre o 33!


O Rui Sousa lembrou e bem, que o 15133 esteve na Ilha da Madeira, numa incursão integrada nas comemorações dos 58 anos da Força Aérea, em Julho de 2010, conforme este par de imagens recorda e eterniza. 

 Aterragem do F-16AM 15133 na pista 05 do Aeroporto Internacional da Madeira. Uma visão muito rara!

Aqui vemos o 33 estacionado na placa do aeroporto, vendo-se ao lado um C-295 e lá ao fundo, o topo da deriva de um Airbus A-319 da Easy Jet!
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(2011-Março-23) 
Mais uma fotografia histórica do 15133 armado com um míssil real AGM-65 Maverick, obtida em Monte Real em 23 de Março de 2011 pelo Marco Casaleiro.
O avião apresenta as marcas do tempo e das intervenções da manutenção na sua pintura, o que lhe proporciona um aspecto verdadeiramente apetecível para os modelistas. 
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Duas imagens do 15133, obtidas no início de Junho de 2010, sendo que a primeira, um "close" da segunda, revela o piloto e o seu "escritório" em todo o seu esplendor.
Aconselha-se um duplo clic sobre as fotos para a sua visualização em pleno potencial.
O Pássaro de Ferro-Operations agradece ao Hélder Afonso e reconhece a sua mestria na captação destas imagens!


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 Dossier
O F-16A Block 15 (USAF 83-1076) entrou ao serviço activo em 5 de Julho de 1984.
Os interessados em saber da sua história, deverão aceder a este link e verificar as diversas etapas (conhecidas) da vida desta aeronave.



O 15133 é o aparelho 83-1076 visível nas fotos, em duas "encarnações" diferentes.

No que respeita à sua história que mais directamente tem a ver com a Força Aérea Portuguesa (FA), alguns factos, digamos que mais notórios, serão aqui glosados, sem que se entre numa espécie de história exaustiva da aeronave. Essa deverá ser contada mais tarde...
Este F-16 foi retirado do activo da Força Aérea Norte-Americana em 21 de Junho de 1994 altura em que passou a fazer parte do AMARC (Aerospace Maintenance and Regeneration Centre).
Em 12 de Maio de 1999, é integrado no “Pack” de 25 aparelhos constantes do Peace Atlantis II, com vista à constituição de uma segunda esquadra de F-16 na Força Aérea Portuguesa, no padrão MLU – Mid-Life Update.
Este aparelho viria a ser uma das aeronaves Lead The Fleet (LTF) do programa - a primeira  e a monolugar (o 15139 foi o LTF bilugar)-  e marcou uma viragem quase estratégica no conceito de aquisição de aeronaves para a FA. Efectivamente, pela primeira vez, um aparelho de última geração da aviação de combate é “produzido”em território nacional, abandonando a ideia da aquisição pura e simples de aeronaves, já “prontas” à operação pela arma aérea.
Este novo conceito permite, por exemplo, que a própria Força Aérea possa gerir melhor a operação das aeronaves, já que todo um conhecimento dos seus mecanismos “físicos” e de “miolo” estão devidamente sustentados em conhecimentos próprios, consolidados ao longo de anos de formação e preparação, solidificando hoje a produção/modernização das aeronaves em curso, aligeirando desse modo os processos e, pormenor não despiciendo, reduzindo custos.
Todas estas operações só são possíveis, entre muita inovação, como as Lean Technics, já afloradas aqui, fruto de diversas parcerias e com a “garantia” do grupo EPAF - European Participating Air Forces no que toca à partilha de experiências de produção e modernização permanente das respectivas frotas de F-16.
O F-16AM 15133 da FA efectuou o seu primeiro voo com as cores nacionais em 11 de Junho de 2003, nas instalações das OGMA – Oficinas Gerais de material Aeronáutico, no padrão M2 e tripulado pelo então Maj PILAV Alberto Francisco.

O 15133 estacionado em Alverca - OGMA, com o então Maj PILAV Alberto Francisco aos comandos

Em Setembro de 2003 passa a integrar o efectivo dos aparelhos voados pela Esquadra 201 – Falcões, sendo que todo o processo de adaptação ao novo tipo de aeronave passa a ser feito no então denominado “Núcleo MLU da Esq. 201”.

Uma das primeiras fotos do 15133 operacional na BA5, obtida pelo incontornável Jorge Ruivo

Em 2004 integra o exercício FWIT - Fighter Weapons Instructor Training,  que decorreu na Holanda e Noruega entre Maio de Setembro.


Duas imagens do 15133, obtidas por (c) JPSimão em 2004

Em 25 de Novembro de 2005 é integrado no efectivo dos aparelhos MLU da Esquadra 301 – Jaguares, acabada de ser transferida de Beja para a Base Aérea nº 5 em Monte Real. O facto de ostentar na sua deriva um "Falcão" - marca dos tempos iniciais em que foi operado pela Esquadra 201, - deu sempre motivo para algumas piadas, mais ou menos tradicionais entre as duas esquadras de Monte Real, num espírito herdado dos tempos em que por lá conviviam duas esquadras de A-7P...
Em 2006, participou no OT&E - M4 (Operational Test & Evaluation da Tape M4) em Leuwarden, na Holanda.

Nesse mesmo ano, participou no NTM06 - Nato Tiger Meet 2006 em Albacete, Espanha, com uma característica pintura de cauda.


O 15133 no NTM2006 em Albacete - Espanha

Em 2007 participa novamente num NTM, desta feita na Noruega, onde o “Jaguar” , símbolo máximo da Esquadra 301 - Jaguares, surge pintado na deriva.

 Foto do 15133 obtida em 23 de Outubro de 2007 em Monte Real - (c) A. Luís

Em 2008, o 15133, quando fazia parte integrante da Esquadra 301 no TLP – Tactical Leadership Program, em Dezembro e durante uma aterragem, o piloto ejectou-se e o avião saiu da pista, sofrendo danos que o inibiram de voar durante mais de um ano.
Como curiosidade, pode referir-se, como uma "nota de humor" que que este é o único F16 português que recebeu um "certificado de baptismo de voo", passado pela esquadra "Bisontes" aquando da sua desmontagem e transporte da base aérea de Florennes em Janeiro de 2009 para recuperação e reparação na BA5 - Monte Real

 Imagem do 15133 acidentado, notando-se alguns danos e as marcas da ejecção do piloto

Em Fevereiro passado, mais precisamente no dia 26, o 15133 é devolvido aos céus, no primeiro voo de ensaio depois da paragem, no culminar de aturado e meritório trabalho efectuado em Monte Real, fazendo prova real das capacidades técnicas granjeadas pela Força Aérea e sobretudo nas equipas de manutenção da frota F-16. 


 Sequência de imagens do F-16AM 15133, obtidas pelo Hélder Afonso e que retratam aspectos da sua manutenção e do seu regresso aos céus.
(Actualização de 1 de Abril) 
 Patch alusivo à operação de recuperação do 15133 - Foto (c) Hélder Afonso

(Actualização de 12 de Abril) 
Mais duas imagens do 15133. A primeira, obtida em 2007 durante a passagem num "Festival Aéreo" em Vila Real, numa altura em que o avião não ostentava nenhuma marca na sua deriva. Foto do João Corredeira.
A segunda, aqui por baixo, foi obtida em Setembro de 2003, poucos dias depois  do avião ter iniciado a sua operação na Esquadra 201 - Núcleo MLU. Neste dia , o avião viria a ser voado pelo então Maj PILAV Alberto Francisco.


O 15133, fotografado em 27 de Abril passado, já plenamente operacional e no padrão M5.

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CRÉDITOS

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